Eu tinha as coisas mais lindas guardadas dentro de mim prontas para serem suas.
Eu nem sei mais ao certo o que dizer pra você.
O tempo não passa mais, tudo mudou, ficou um caos.
Tudo era tão relativo quando eu te fazia feliz, tudo era só uma questão de ponto de vista quando você me adorava.
Eu tô meio perdida sabe? Você nunca mais chamou meu nome.
É que eu tenho um coração muito bobo, um coração sempre capaz de amar.
E de acreditar. Outra vez.
Era tanta coisa pra te ensinar, tanta coisa pra você aprender.
A gente podia ter trocado tanto.
Uns abraços queridos, uma companhia suave, conversas que fizessem a gente sorrir.
Mas tão súbito entrou, que quando te chamei de verdade você já tinha pulado a janela.
Não tive chance.
Mas eu queria te perguntar se eu faço falta? Se eu fiz diferença?
Eu só queria olhar tua boca, beijar teus olhos.
Te perguntar se eu poderia dormir contigo numa noite fria dessas.
Queria te dizer que eu gosto das tuas mensagens na madrugada e que esse teu ciclo de sete dias me enlouquece.
Eu ainda escuto todas as nossas músicas.
Eu leio tanta coisa.
Eu podia te contar uma história antes de você dormir.
O tempo não apagou.
Já não dói mais, mas dá saudade.
Agora eu te queria manso, fraco. Meu.
Eu tenho um milhão de motivos pra esquecer você, pra fugir de você.
Mas em todos os lugares que eu me escondo, você vai comigo.
A gente nunca mais se viu, nem se tocou.
Nunca mais seremos os mesmos.
É fácil porque os dias passam, difícil porque o sentimento fica.
Eu só queria te dizer, que pra ter você por perto um pouco, eu tive que não te querer pra sempre.
E que eu até me atreveria a andar pra trás, só pra cruzar com você de novo.