Eu não queria escrever hoje, nem ouvir música.
Não queria lembrar de você, nem do teu corpo no meu.
Estou sem nenhuma inspiração, poeta sem amor, cheia de dor.
Vou ler outro poeta pra ver se ela me alimenta.
Ilusão minha... O que me alimentava era você.
Eu estou até agora tentando entender onde foi que eu errei, quando foi que eu comecei a pesar, quando que eu matei a paixão.
Quando de repente, eu vi que eu estava toda bagunçada, toda abandonada, minha porta que eu insisto em deixar entreaberta e foi aí que você entrou.
Numa brecha da minha fraqueza você se aproveitou e se aconchegou no meu peito, alimentou meus sonhos, me manteve na madrugada que eu gosto tanto.
Você alimentou meus sonhos de menina, de adolescente apaixonada, de mulher que não cresceu.
E eu acreditei em cada palavra tua, em cada sorriso que você me deu.
Eu não quis saber do teu passado, nem dos teus planos para o futuro, eu só quis você ali, aqui.
Deitado no meu peito, suado, amado.
Mas eu me abri pra você, te contei alguns dos meus segredos, dividi com você meia dúzia de dores, falei que te amava.
E foi aí que eu errei.
O amor assusta.
Assusta quando não se pode retribuir.
E eu boba, por um lindésimo de segundo acreditei no teu carinho.
Acreditei no filho que você disse querer ter comigo.
Acreditei nas viagens que a gente nunca vai fazer, no teatro que as cortinas nunca vão abrir, nos shows sem plateia, nas trilhas jamais exploradas, no banho de chuva que não vai molhar, nas bebidas nunca consumidas, no cinema sem Anna Karenina.
O meu maldito erro é sempre esse, amar demais.
Se entregar demais, se expor demais, se despir demais.
O seu maldito erro é mentir demais, prometer demais.
Eu tentei juro que tentei não olhar nos teus olhos, tentei não imaginar a tua boca, teu cheiro.
Eu quase consegui não me aproximar, mas a tentação me atraiu.
Tuas palavras me fizeram acreditar que era possível se apaixonar de novo, me encontrar mais uma vez com a vida que eu sempre quis.
Você me trouxe a liberdade que eu não posso mais, a esperança de que tudo é possível, que é só mentalizar que realiza.
Você me fez feliz.
Mas eu cresci, não sei mais amar sem compromisso.
Porém, isso não me impede de sentir falta do teu beijo, das tuas mordidas nos meus mamilos, da tua língua, do teu suspiro de prazer no meu ouvido.
Não, eu não sou tão madura.
Preservo minha inocência, mas minha ingenuidade me arrancaram a força.
Mas eu ainda tenho a velha mania de me enroscar num corpo como se eu fosse a extensão dele.
Por um segundo eu queria ter um cd teu, só pra poder ouvir tua voz antes que ela fique no passado.
Queria que você estivesse aqui pra me ensinar como eu termino essa carta de amor.
Sim, isso é uma carta de amor. E eu sei que você vai ler.
Eu queria tentar te explicar o porque do meu fim.
Eu queria que você tentasse me explicar por quê mudou tanto, e tão rápido.
Hoje teu olhar está distante, teus olhos estão de ressaca.
Teu olhar está além das coisas alcançáveis por mim.
Dizem que quando não se há mais para onde correr, é que se aprende a voar.
Será ?
Apesar de tudo, apesar de tanto.
Acho que te amo.
Volta.
Hoje eu acordei daquele jeito que só você sabe, toda molhada.
Indócil, fácil, frágil, súbita, oferecida.
Espero sua línguada no meu ouvido, nossa partitura de gemidos.
Quero você no meu ventre com aquela sua naturalidade de quem bebe água.
A música tá tocando, não demora.
Eu ainda me recordo de ti.
Eu ainda me desejo contigo.
Não queria lembrar de você, nem do teu corpo no meu.
Estou sem nenhuma inspiração, poeta sem amor, cheia de dor.
Vou ler outro poeta pra ver se ela me alimenta.
Ilusão minha... O que me alimentava era você.
Eu estou até agora tentando entender onde foi que eu errei, quando foi que eu comecei a pesar, quando que eu matei a paixão.
Quando de repente, eu vi que eu estava toda bagunçada, toda abandonada, minha porta que eu insisto em deixar entreaberta e foi aí que você entrou.
Numa brecha da minha fraqueza você se aproveitou e se aconchegou no meu peito, alimentou meus sonhos, me manteve na madrugada que eu gosto tanto.
Você alimentou meus sonhos de menina, de adolescente apaixonada, de mulher que não cresceu.
E eu acreditei em cada palavra tua, em cada sorriso que você me deu.
Eu não quis saber do teu passado, nem dos teus planos para o futuro, eu só quis você ali, aqui.
Deitado no meu peito, suado, amado.
Mas eu me abri pra você, te contei alguns dos meus segredos, dividi com você meia dúzia de dores, falei que te amava.
E foi aí que eu errei.
O amor assusta.
Assusta quando não se pode retribuir.
E eu boba, por um lindésimo de segundo acreditei no teu carinho.
Acreditei no filho que você disse querer ter comigo.
Acreditei nas viagens que a gente nunca vai fazer, no teatro que as cortinas nunca vão abrir, nos shows sem plateia, nas trilhas jamais exploradas, no banho de chuva que não vai molhar, nas bebidas nunca consumidas, no cinema sem Anna Karenina.
O meu maldito erro é sempre esse, amar demais.
Se entregar demais, se expor demais, se despir demais.
O seu maldito erro é mentir demais, prometer demais.
Eu tentei juro que tentei não olhar nos teus olhos, tentei não imaginar a tua boca, teu cheiro.
Eu quase consegui não me aproximar, mas a tentação me atraiu.
Tuas palavras me fizeram acreditar que era possível se apaixonar de novo, me encontrar mais uma vez com a vida que eu sempre quis.
Você me trouxe a liberdade que eu não posso mais, a esperança de que tudo é possível, que é só mentalizar que realiza.
Você me fez feliz.
Mas eu cresci, não sei mais amar sem compromisso.
Porém, isso não me impede de sentir falta do teu beijo, das tuas mordidas nos meus mamilos, da tua língua, do teu suspiro de prazer no meu ouvido.
Não, eu não sou tão madura.
Preservo minha inocência, mas minha ingenuidade me arrancaram a força.
Mas eu ainda tenho a velha mania de me enroscar num corpo como se eu fosse a extensão dele.
Por um segundo eu queria ter um cd teu, só pra poder ouvir tua voz antes que ela fique no passado.
Queria que você estivesse aqui pra me ensinar como eu termino essa carta de amor.
Sim, isso é uma carta de amor. E eu sei que você vai ler.
Eu queria tentar te explicar o porque do meu fim.
Eu queria que você tentasse me explicar por quê mudou tanto, e tão rápido.
Hoje teu olhar está distante, teus olhos estão de ressaca.
Teu olhar está além das coisas alcançáveis por mim.
Dizem que quando não se há mais para onde correr, é que se aprende a voar.
Será ?
Apesar de tudo, apesar de tanto.
Acho que te amo.
Volta.
Hoje eu acordei daquele jeito que só você sabe, toda molhada.
Indócil, fácil, frágil, súbita, oferecida.
Espero sua línguada no meu ouvido, nossa partitura de gemidos.
Quero você no meu ventre com aquela sua naturalidade de quem bebe água.
A música tá tocando, não demora.
Eu ainda me recordo de ti.
Eu ainda me desejo contigo.