16 de agosto de 2013

Odeio Jaca!

Ô dona Zezé, saudade do teu boteco, hein! Tá bom, ok, boteco não, “restaurante”, não quis ofender, po! Pra mim, qualquer lugar que tem comida boa e cerveja barata é boteco, considere isso um elogio. Ô, sem briga, toma uma comigo? Tá um calor senegalês na estrada. Pois é, tenho andado sumidão, mas isso é o que eu faço de melhor, não posso desperdiçar meus melhores dons, né? Opa, saúde! Sai um tira-gosto?

Ai, faz isso não, dona Zezé... nem grátis... Jaca não pode... ODEIO JACA! Aí, o cheiro vai azedar meu biricutico, ó, falei! Sim, deve ser trauma de infância, senta aí que a história rende, tá com pressa? Pois é, nem eu.

Pra começar, não existe lógica numa jaca! A melancia, por exemplo, teve a decência de nascer no chão, pois sabia do estrago que faria na cabeça de um. E A JACA, essa maldita? Nãããão, ela tinha que ficar no alto da árvore, pra matar um! Já viu uma jaca caindo? Faz um estardalhaço, suja tudo, espalha no chão. Aí aquela joça enche de mosquito na floresta e fica se decompondo durante 87 anos. A jaqueira morre e se decompõe antes do raio da jaca parar de feder e dar mosquito. UM INFERNO! Desculpa se me exalto, dona Zezé, cê tocou num ponto delicado.

Mas péra lá, não pensa que eu sou injusto, essa fruta do demônio tem sua utilidade. A Jaca serve como meio de comparação, isso sim. Quando você diz que uma mulher é FEIA COMO UMA JACA, você entende o quão feia ela é. Aquela parada gigante, disforme, desengonçada. Nada mais precisa ser dito, sacou?

Minha vó adorava essa porcaria, tanto que comprava e guardava na geladeira. Aí sim...aquele futum maldito. O cheiro passa pra água, pega na roupa, dá cheiro na cozinha, o escambau! Toda a geladeira tem gosto de jaca, olha que pouco democrático! E SE EU NÃO GOSTAR DE JACA? Tenho que beber água com esse sabor de demônio ou pegar quente do filtro, se o cheiro não tiver passado pro encanamento! Aí, quase bati na mesa, ia entornar a cerveja, isso me tira do sério. Cacete, ODEIO JACA, ODEIO JACA!

Caramba, poucas coisas tiram meu humor, exceto gente que aperta de novo o botão do elevador, tirar foto de braço aberto no Cristo, xícara de café que não tem buraco pro dedo, coisas de veludo. AH, MAS TEM A POLENTA... Depois falo dela... Ok, já sabemos que sou meio ranzinza, melhor contar sobre os meu ódios depois, que tal se eu falar dos meus amores? Me fala de você, dona Zezé...

Se isso agora foi cantada?! Imagina! Quer dizer, e se fosse? Pedimos outra gelada, né? O papo vai render mais...